Dermatologista - Clínica Denise Steiner - Dermatologia Dermatologista - Clínica Denise Steiner - Dermatologia
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Tratamentos para o envelhecimento

A prevenção é a melhor atitude em relação a doenças e alterações do envelhecimento.

A pele, órgão especial e peculiar apresenta pouco desgaste natural ou endógeno, porém é muito desgastado pelo radiação ultra violeta. Além disso, fatores como doenças internas, álcool, fumo, poluentes aceleram e intensificam estas alterações.

Existem tratamentos tópicos, sistêmicos e também uma série de procedimentos específicos para tratar o envelhecimento cutâneo. 

Tratamento tópico para o envelhecimento cutâneo 

As espécies reativas de oxigênio, ou radicais livres, são moléculas altamente instáveis e com elevada reatividade pelo fato de seus átomos possuírem um número ímpar de elétrons. Para atingir a estabilidade, estas moléculas captam elétrons de outras moléculas químicas e também de componentes vitais, tais como DNA, elementos citoesqueléticos, membranas e proteínas celulares. A peroxidação lipídica, uma das seqüelas geradas pela ação dos radicasi livres, causa danosas membranas celulares e leva ao envelhecimento da pele, aterosclerose e outros sinais de envelhecimento. Além do envelhecimento cutâneo, as espécies reativas de oxigênio estão implicadas nos processos de fotoenvelhecimento, carcinogênese e inflamação. Os radicais livres são formados naturalmente pelo metabolismo humano, mas fatores como a poluição do ar, tabagismo, exposição à radiação, exercícios físicos, álcool, processos infamatórios e ingestão de certas drogas ou materiais pesados podem também ser fontes de espécies reativas como os superóxidos, ânion hidroxila, peróxido de hidrogênio e unidade simples de oxigênio.

O mecanismo de defesa antioxidante do organismo tem como principal função inibir ou reduzir os danos causados às células pelas espécies reativas de oxigênio. Existe uma grande variedade de substâncias antioxidantes, as quais podem ser classificadas em extracelulares. O mecanismo de ação dos antioxidantes permite ainda classificá-los como antioxidantes de prevenção, que impedem a formação de radicais livres, varredores, que impedem o ataque de radicais livres às células, e de reparo, que favorecem a remoção de danos  da molécula de DNA e a reconstituição das membranas celulares danificadas. Nesses mecanismos, vários micronutrientes desempenham papel importante, entre eles o zinco, que participa da estrutura da enzima superóxido dismutase, além de ser um potente estabilizador das membranas celulares e de proteínas estruturais.

Apesar de serem encontrados no próprio corpo humano, em vegetais e em outros alimentos, níveis mais elevados de antioxidantes podem ser obtidos por suplementação oral ou por agentes aplicados topicamente. Para serem considerados biologicamente ativos, os produtos administrados por via oral devem ser absorvidos e causar um aumento nos níveis de antioxidantes na pele. Da mesma forma, os produtos administrados topicamente devem ser absorvidos pela pele e liberados para o tecido alvo na forma ativa. Entretanto, muitos produtos se oxidam e se tornam inativos antes mesmo de alcançarem o alvo. A absorção é um processo muito importante e depende de vários outros fatores, como a forma molecular do composto ativo, suas propriedades físico-químicas, se é solúvel em água ou em lipídeos, seu pH e o veículo que contém o produto.

 Princípios ativos antioxidantes 

A indústria cosmética utiliza nas formulações uma rede de oxidantes que atua sinergicamente, potencializando seus efeitos. As redes de maior destaque são as vitaminas C e E, a glutationa, o ácido lipólico e a coezima Q10. Depois que um antioxidante “neutraliza” um radical livre eliminando o número excessivo de elétrons (pelo acréscimo ou remoção), ele não é mais capaz de atuar novamente como antioxidante, a não ser que seja reciclado. A vitamina C ou a Coezima Q10 (CoQ10), por exemplo, podem reciclar a vitamina E doando elétrons, para que esta retorne de nutriente para seu estado oxidante. A vitamina C e a glutationa, por sua vez, podem ser recicladas pelo ácido lipólico. Essas redes de antioxidantes estão sendo incluídas em um número cada vez maior de preparações cosméticas.

A solubilidade do composto ativo no veículo da formulação é um dos principais determinantes para a estabilidade da preparação e para a eficácia de cedência do ativo à pele.

Os antioxidantes solúveis em gordura são encontrados na porção lipofílica da membrana celular e incluem a vitamina E e a CoQ10.

Desde a descoberta de que a vitamina E é o antioxidante solúvel em lipídeos primário da pele que protege as células do estresse oxidativo, os profissionais vêm utilizando essa substância para o tratamento de uma variedade de lesões na pele. Autores demonstram uma correlação entre a deficiência dietética de vitamina E e um aumento no estresse oxidativo da lesão celular, por isso acredita-se em seu alto poder antioxidante. A vitamina E é uma família de compostos chamados de tocoferóis, incluindo o tocoferol a, b, g e d. O tocoferol-a é a forma mais ativa e é aquela em que a dose diária recomendada (DDR) se baseia. As formas de vitamina E tipicamente utilizadas em cosméticos são o acetato de a-tocoferil. Esses compostos apresentam menos probabilidade de desencadear dermatites de contato e são mais estáveis em temperatura ambiente.

A Coezima Q10 é um nutriente obtido pelo consumo de determinados alimentos, principalmente peixes e frutos do mar. Pesquisadores identificaram um declínio nos níveis de CoQ10 relacionado com a idade, em animais e humanos. Por esse motivo, muitos acreditam que as atividades antioxidantes da CoQ10 sejam úteis no tratamento da pele envelhecida, embora ainda exista a necessidade de maiores pesquisas para examinar os efeitos preventivos a longo prazo e se há real diminuição dos sinais de envelhecimento vistos na pele. Nenhuma efeito colateral foi registrado com o uso tópico deste antioxidante.

O principal antioxidante solúvel em água e também em lipídeos é o ácido lipólico (AAL). Diferentemente de outros antioxidantes, o ácido lipólico pode ser como um peeling químico superficial para remodelar a pele, de modo semelhante ao do ácido glicólico. Acredita-se que o AAL tenha propriedades antiinflamatória que também podem auxiliar no tratamento do eritema pós-laser. O ácido diidrolipólico (ADHL) é formado pela redução do AAL é muito instável, e pode ser oxidado em questão de minutos após aplicação na pele. O ácido lipólico é absorvido na forma estável e, depois que penetra nas células, é convertido em ADHL.

A aplicação tópica de AAL pode prevenir o dano causado pelos radiais livres à pele e assim prevenir contra o fotoenvelhecimento e a carcinogênese. Existem quatro propriedades principais do AAL: capacidade d quelação de metais, capacidade de eliminar espécies reativas de oxigênio, capacidade de regenerar antioxidantes endógenos e capacidade de reparar o dano exidativo. O AAL é incorporado em diferentes formas e veículos, como loções de limpeza, hidratantes e suplementos orais. É um potente antioxidante e representa uma opção promissora no tratamento da pele envelhecida.

Entre os antioxidantes solúveis apenas em água, há grande destaque para a vitamina C. Atualmente, a vitamina C, também conhecida como ácido ascórbico, está sendo extensamente estudada em relação a sua atividade antioxidante. Sua aplicação tópica é usada para prevenir contra os danos causados pelo sol e para o tratamento de melasma, estria alba e eritema pós-operatório em paciente tratados com laser. Quando as preparações de vitamina C são expostas aos raios ultraviletas ou ao ar, a molécula rapidamente se oxida e se torna inativa, inutilizando a preparação. A vitamina C se tornou um aditivo popular de muitos produtos pós-sol, pois ela interfere com a geração de espécies de oxigênio reativo induzidas pelos raios UV pela reação com o ânion superóxido ou radical hidroxila. A vitamina C, um forte antioxidante por si só, também reduz (e, portanto, recicla) a vitamina E oxida de volta à sua forma ativa, de modo que as capacidades antioxidantes da vitamina E são amplificadas.

As preparações tópicas de ácido ascórbico podem ser formuladas em base aquosa ou lipídica. O palmitato de ascobil tópico, uma forma lipídica, não causa irritação e é comprovadamente fotoprotetor e antiinflamatório. O maior problema, entretanto, das formulações com ácido ascórbico, é sua instabilidade frente à exposição ao ar e radiação UV, o que as torna inativas horas após a abertura do frasco.

A administração oral tópica de vitamina C não apresenta riscos à saúde humana e poucos pacientes apresentam leves sensações de pinicação e irritação. Formulação contendo ácido ascórbico são úteis para prevenção ou diminuição dos efeitos nocivos da radiação UV e para a melhora de distúrbios de hiperpigmentação, estrias e eritema pós-laser. A teoria do envelhecimento relacionado aos radicais livres apóia o uso de vitamina C na prevenção de rugas, mas não no tratamento. Se a vitamina C melhora a aparência de rugas já existentes, o mecanismo de ação se dá pelos seus efeitos na síntese de colágeno, e não por seus efeitos antioxidantes.           

Outros antioxidantes 

O chá verde tornou-se popular nos países ocidentais devido ao seu suposto efeito antioxidante e anticarcinogênico. Os efeitos estão relacionados aos compostos polifenóicos em seu conteúdo, também conhecidos como epicatequinas. Muitos estudos ainda estão sendo realizados, mas acredita-se que o componente polifenóico responsável pelos efeitos bioquímicos ou farmacológicos seja o (-)-apigalocatequina-3-galato.

O ácido lactobiônico atua como um poderoso antioxidante e reduz o excesso de ferro na pele, reduzindo o dano potencial da oxidação. Ele é derivado da lactose, um açúcar do leite que ocorre naturalmente, e pode ser classificado como um poli-hidróxi-ácido complexo, com potentes propriedades antioxidantes e umectantes. O ácido lactobiônico atrai fortemente a água e se combina para produzir uma matriz de gel natural. A sua propriedade de formação de filme fornece maciez à pele. O ácido lactobiônico é não-irritante, fornecendo benefícios antienvelhecimento e de renovação das células da pele.

A astaxantina é um pigmento carotenóide de ocorrência natural encontrado em animais aquáticos e micro-algas. A astaxantina apresenta uma grande atividade de eliminação de radicais livres e protege contra peroxidação de lipídios e danos causados pela oxidação das membranas celulares e tecidos. Estudos sugerem que a capacidade antioxidante de astaxantina possa ser 1000 vezes maior que a da vitamina E. A molécula é promissora, mas ainda precisa ser explorada em produtos tópicos.           

Peeling

O que é peelign?

Para que serve o peeling?

Se eu fizer “peeling” minha pele ficará manchada? 

            O peeling químico consiste na aplicação tópica de determinadas substâncias químicas capazes de provocar reações que vão desde uma leve descamação até necrose da derme, com remoção da pele em diferentes graus. Isso significa que haverá descamação e troca de pele, atuando no tratamento de manchas, acne e envelhecimento cutâneo.

            Quando bem indicado o peeling pode promover resultados excepcionais, principalmente no fotoenvelhecimento. O peeling é realizado, preferencialmente, no inverno, para que o excesso de sol não atrapalhe a recuperação da pele.

            Os peelings, pela capacidade de trocar a pele, são utilizados para o tratamento de algumas alterações, como: manchas de fotoenvelhecimento, manchas como o melasma, acne – evitando a formação de cravos e também melhorando as cicatrizes – e envelhecimento cutâneo, pois renova as células, melhorando a flacidez e rugas.

            Os peelings químicos também podem ser feitos no corpo, como: pescoço, colo, braços e mãos, respeitando as restrições e características de cada local. A pele do corpo tem maior dificuldade na cicatrização e podem ocorrer mais complicações.

            Os peelings são classificados, conforme a sua capacidade de penetração, em superficiais, médios e profundos. Esse critério, porém, não é absoluto, pois o mesmo agente e concentração poderão ser superficiais para uma pele grossa, sem preparo, e médio para uma pele mais fina, muito preparada. 

Peeling superficial 

            Age na epiderme, que é a camada mais superficial da pele e não apresenta grandes problemas após sua aplicação. Pode se realizado com as seguintes substâncias: 

  • Ácido retinóico

  • Ácido glicólico

  • Ácido tricloroacético

  • Ácido salicílico

  • Pasta de resorcina

Ácido retinóico (3 a 5%): retinóide, derivado da vitamina A, causa proliferação epidérmica e neocolagênese.  Tem aspecto amarelado, sua aplicação deve ser homogênea em todo o rosto e permanecer por 6 a 12 horas, quando deve ser lavado.

Ácido glicólico: alfa hidroxiácido, utilizado na concentração de 40 a 70% com efeito epidermolítico. É tempo variado, devendo permanecer na face em média por 5 minutos. Após esse tempo deve ser neutralizado com água ou substâncias como bicarbonato de sódio, e em seguida lavado.

Ácido tricloroacético: peeling superficial 10 a 30%; médio 30 a 40%; profundo 50%. É o agente mais utilizado para peelings e pode ser usado em associações com outros agentes. Após sua aplicação, ocorre um “frost” (braqueamento) na face, devido à coagulação intensa das proteínas e, quanto mais intenso, maior a penetração. Não precisa ser neutralizado, mas devem ser feitas compressas calmantes durante o procedimento, a fim de aliviar o ardor que causa. Após o peeling, forma-se uma crosta aderente que se solta em média após uma semana.

Ácido salicílico (20 a 30%): agente queratolítico, com aspecto claro transparente e homogêneo. Provoca um ardor intenso nos primeiro 2-3 minutos da aplicação, que corresponde à precipitação dos sais; após a precipitação a dor diminui e não há mais penetração. O produto não é neutralizado, devendo ser lavado. Pode se realizado semanalmente, e é especialmente indicado para peles oleosas e acnéicas. Não deve ser realizado em pacientes alérgicos ao ácido acetilsalicílico.

Solução de Jessner: solução alcoólica que mistura um alfahidroxiácido (ácido lático), resorcinol (derivado do fenol) e ácido salicílico. Apresenta coloração clara, com cheiro característico. Sua aplicação provoca discreto avermelhamento e ardor, e com várias passadas o eritema torna-se intenso, podendo chegar a um “frost” verdadeiro. Proporciona leve descamação nos dias subseqüentes ao peeling. Também devem ser evitados pelos alérgicos ao ácido acetilsalicílico.

Pasta de resorcina: manipula, cujo principal ativo é a resorcina (derivado do fenol). Tem consistência pastosa com presença de grânulos e coloração de areia. O produto é aplicado com espátula, de forma homogênea em todo o rosto, devendo permanecer de 5 a 20 minutos. Pode ocorrer um leve ardor e sensação de formigamento, quando então a pasta deve ser retirada e o rosto lavado. Posteriormente, a face poderá apresentar um discreto eritema e descamação fina. 

Peeling médio  

Provoca a destruição dos tecidos, removendo parcial ou totalmente a epiderme, atingindo o nível da derme papilar. Apresenta poucos riscos complicações. Pode ser realizado com os seguintes ativos:

·         Ácido glicólico 40 a 70% (2 a 20 minutos)

·         Ácido tricloroacético 35% + Solução de Jessener

·         Ácido tricloroacético 35% + ácido glicólico

·         Ácido pirúvico 60 a 90%

·         Fenol 88% 

Peeling profundo 

Destrói totalmente a epiderme a sua profundidade atinge até o nível da derme reticular. Apresenta riscos maiores de complicações, como hipocromias (manchas claras), hipercromias (manchas escuras), cicatrizes. Pode ser realizado com:

·         Ácido tricloroacético – 50%

·         Fenol (fórmula de Baker)

A indicação é a questão mais importante na realização do peeling químico e cabe ao médico, com sua experiência, analisar o tipo de pele, o tipo de lesão e do procedimento a ser utilizado. A pele do rosto, devido à presença maior de folículos sebáceos, se regenera facilmente, pois esses folículos agem como unidades de reserva importante essencial oara a cicatrização.

O paciente, por sua vez, deve entender o processo, conhecer seus passos, limitações, duração da recuperação e ter uma expectativa real do resultado esperando.

Os pacientes de pele clara (louros, morenos-claro) são os que tem menor risco de hiperpigmentação ou hipopigmentação, mas as de pele morena também podem ser submetidas a esses procedimentos, porém o preparo da pele deve ser mais longo e os cuidados posteriotes maiores. 

Preenchimentos 

O que devo escolher: plástica ou preenchimento?

É possível aumentar os lábios?

Quanto tempo dura o efeito do preenchimento? 

            Sem entrar no mérito da questão, ou muitas vezes no exagero da questão, o especialista em devido precisa estar preparado para responder às questões dos seus paciente, assim como realizar as técnicas que julgar bem indicadas. A palavra mais importante em relação ao tratamento estético é com senso. Hoje existe uma gama enorme de possibilidades para tratar o envelhecimento. Sendo assim, é importante conhecer indicações e particularidades de cada procedimento.

            A indicação do procedimento, seus prós e contras e a expectativa do paciente precisam ser discutidos exaustivamente, para que não ocorram surpresas no pós-operatório.

            Esse procedimento preconiza a introdução de uma substância compatível com a pele no loca a ser tratado. Esta substância irá “preencher” o locar, provocando um levantamento parcial e também estimular as fibras preexistentes. A duração do resultado dependerá da substância que for utilizada, pois existem materiais permanentes e não permanentes.

            A substância mais utilizada para preenchimentos é o ácido hialurônico, que é componente, que é componente natural da pele e responsável por sua hidratação. Essa substância não é definitiva, compatível com a pele e não provoca alergia, sendo desnecessário o teste antes da aplicação. Existem outras substâncias usadas no preenchimento: colágeno (não definitivo), metacrilato (definitivo), dimetilsiloxane (definitivo), acrilamida (definitivo), entre outros. Em relação ao produto a ser aplicado, é necessário saber da sua aprovação e legalização pelo Ministério da Saúde.

            O preenchimento é feito em consultório adequado para tal. Os instrumentos têm assepsia específica e as roupas devem ser apropriadas. O local deve ser confortável, iluminado e silencioso. Não há necessidade de preparo anterior para realizar o preenchimento. É feita anestesia local ou mesmo aquela semelhante ao dentista, dependendo da área a ser tratada. Em seguida, o médico utiliza uma agulha de tipo especial para aplicar a substância. A técnica é feita ponto a ponto ou por retroinjeção. A aplicação é realizada na área escolhida previamente respeitando as quantidades máxima para cada tipo de produto. No pós operatório pode haver avermelhamento, inchaço e formação de hematomas. Esses efeitos vão depender da idade do paciente, da quantidade aplicada e da substância utilizada. O resultado final do preenchimento poderá ser observado cerca de quinze dias depois. A duração deste resultado dependerá muito do material utilizado e da resposta do paciente. 

Algumas regras são importantes na utilização destas substâncias:

  • O preenchedor deve ser compatível com a pele e aprovado pele Ministério da Saúde para a utilização.

  • O preenchimento deve ser realizado por médico especialista. O ambiente deve ser adequado, com assepsia de instrumental e roupas.

  • O procedimento deve ser bem explicado, elucidando o tipo de anestesia, da dor e efeitos imediatos e tardios.

  • O preenchimento só pode e deve ser feito por médicos especializados.

  • O material injetado deve ser conhecido e aprovado pelo Ministério da Saúde.

  • Deve haver confiança e respeito entre médico e paciente.

  • Conversar sobre o resultado estético previsto e sua duração.

  • Saber as reações adversas do produto e seu tempo de duração.

  • Comunicar ao médico os remédios utilizados.

  • Comunicar ao médico se houver reações não esperadas.

  • Avisar o médico se houver aplicação de outro produto no mesmo local.

  • Voltar sem na data adequada.

É importante esclarecer com o médico qual o melhor preenchedor, a indicação de cara preenchimento, quanto pode haver de melhora, a duração do resultado, a limitação de outros procedimentos e assim por diante. Checar o nome da substância que será utilizada, qual é o potencial de alergia, qual a reação da pele. Lembrar que os preenchedores servem para melhorar e atenuar os sulcos, rugas e cicatrizes e podem ser associados a outros tipos de tratamento. Lembre-se de perguntar tudo e esclarecer todas as suas dúvidas e principalmente saber a origem e característica do material preenchedor. 

Toxina botulínica – mitos e verdades

           O uso de toxina botulínica para i tratamento de rugas tornou-se muito popular nos últimos anos. Por isso é importante conhecer o embasamento científico, ou seja, a técnica empregada e s cuidados que devem acompanhar esse procedimento médico.

            A toxina botulínica é produzida pela bactéria Clostridium botulinum e provoca relaxamento muscular por meio da inibição de uma substância química chamada acetilcolina, na junção entre o nervo e o músculo (placa neuromuscular). Ela vem sendo usada, desde os anos 80, para tratamento de doenças neurológicas e oftalmológicas em que ocorre contração incontrolada ou exagerada da musculatura (tiques, paralisia cerebral, espasmos etc.)

             A utilização da toxina botulínica em cosmética iniciou-se na década de 90, promovendo a melhoria das rugas de expressão por meio do relaxamento de músculos específicos. Poder-se-ia questionar a toxicidade do procedimento, uma vez que se utiliza a injeção de uma toxina, entretanto trata-se de um procedimento seguro, pois a dose necessária para causar efeitos tóxicos precisar ser mil vezes maior do que a usada habitualmente nem procedimento cosmético. A ação da toxina é localizada, provocando paralisia muscular que permanece de 2 a 6 meses. Após esse período o músculo é capaz de formar novas placas (neurogênese), voltando à sua contração normal.

                  A ação da toxina botulínica inicia-se após 48 horas do procedimento, atingindo o resultado máximo em até 15 dias. O músculo reage com relaxamento, sem mudança na sensibilidade cutânea. Na área cosmética é indicada para o tratamento das rugas de expressão e deve ser evitada em locais onde a musculatura tem funções fisiológicas, como na área da boca. 

Indicações:

1 – Ruga de severidade entre as sobrancelhas.
2 – Rugas de espanto na testa.
3 – Pés-de-galinha na área dos olhos.
4 – Levantamento das sobrancelhas.
5 – Abertura dos olhos (ocidentalização das orientais).
6 – Levantamento do nariz.
7 – Melhora das rugas peribuicais nos fumantes.
8 – Levantamento do canto da boca
9 – Diminuição do sorrio gengival.
10 – Pescoço: diminuição das flacidez e diminuição das rugas horizontais.
11 – Colo: diminuição das rugas do V do decote
12 – Hiper-hidrose (excesso de suor) nas axilas, mãos e pés: diminuição do excesso de suor. 

            A toxina botulínica

só pode e deve ser injetada por médicos especializados, profissionais que conheçam tanto a anatomia da região quantos as características completas da substância utilizada. Caberá ao médico indicar os locais da aplicação, nos quais a relação custo -  benefício será positiva.

            A aplicação da toxina botulínica

deve ser realizada numa sala especial, com acomodações adequada para o especialista e paciente, contando com a assepsia do instrumental e das roupas e das roupas. Além disso, o ambiente deve ser silencioso e próprio para a concentração que o procedimento exige. Portanto, sua aplicação sem festas e reuniões com bebidas alcoólicas é totalmente condenada pela Vigilância Sanitária, Conselho Federal de Medicina e Sociedade Brasileira de Dermatologia.

            A diluição da substância é feita com soro fisiológico e varia conforme o produto comercial e a experiência do médico. Cerca de 30 minutos antes da aplicação, a região a ser tratada deve ser anestesiada com cremes à base de xilocaina. A injeção é feita nos pontos predeterminados, com seringa e agulha de insulina. Em seguida, a região deve ser limpa com anti-sépticos normais e o paciente orientado para não deitar nas 4 horas seguintes e nem fazer atividade física por 48 horas.

            O procedimento é ligeiramente doloroso e pode deixar pequenos hematomas que permanecem por 5 a 10 dias. As rugas de expressão podem desaparecer totalmente por cerca de 6 meses e, também, pode haver descondicionamento de certas regiões, como fronte e área entra sobrancelhas, pois o cérebro esquece esse tipo de contração. Com o uso continuado, cerca de 5% dos pacientes podem não responder mais a ação da toxina. Não é aconselhável repetir a aplicação antes de 2 meses. O músculo sempre voltará a contrair, não havendo seqüelas definitivas.

            A toxina é, portanto, segura e eficaz para o tratamento das rugas de expressão, desde que seja diluída e aplicada de forma correta. A aplicação da toxina botulínica deve obedecer ao bom senso e, sendo assim, idade precoce, quantidade exagerada e aplicações seguidas devem ser evitadas. A reaplicação pode ser feita a cada seis meses.  

Resurfacing 

           O resurfacing a laser tornou-se uma das técnicas mais modernas no tratamento das rugas faciais, removendo os tecidos envelhecidos com mínima lesão.

            Os lasers utilizados são o laser de CO2 e de Erbium, sendo o CO2 mais indicado para suavizar rugas profundas, cicatrizes e seqüelas de acne. O procedimento causa a destruição das superfície cutânea, por meio da vaporização da epiderme e de parte da derme uniforme e seletivamente. Isso permite uma importante renovação celular e uma melhora da estrutura do colágeno dérmico.

            O laser CO2 tem atração pela água, assim, quando incide na pele, vaporiza a água no interior das células, causando sua destruição pelo aquecimento. O tratamento provoca uma reação inflamatória (quanto mais vermelha ficar a pele, melhor o resultado), levando a uma reorganização das fibras elásticas e estimulando a produção de colágeno.

            O laser Erbium penetra cerca de 10 vezes menos que o CO2, sendo indicado para rugas finas e médias, pois causa dano térmico menor e conseqüentemente menor vermelhidão.

            A vaporização do CO2 permite que se tenha um encolhimento da pele de até 30% de sua área, resultando em diminuição da flacidez da pele, removendo o aspecto de pergaminho.

            Está indicado para pessoas com pele envelhecida (geralmente relacionada a grande exposição ao sol durante a vida), manchada que não tenham excesso de pele e flacidez do rosto e pescoço.

            É imprescindível determinar as características dos paciente antes do tratamento, e a presença de fatores que contra-indiquem o procedimento, como barba irritável, espinhas ativas, cicatrizes hipertróficas ou queloídes, peles muito morenas, irregularidade na superfície cutânea muito acentuada, a fim de evitar complicações.

            As principais complicações do resurfacing são hiperemia (pele rosada) por 1 a 3 meses, hipocromia (manchas brancas), incidência de herpes, infecções e quelóides. O mais comum é a hipercromia (manchas escuras), principalmente em peles morenas, que pode ser tratado com o uso de clareadores e bloqueadores solares.

            A aplicação do laser deve ser realizada em centro cirúrgico com anestesia local e sedação. Um curativo é usado nas 48 a 72 horas seguintes ao procedimento, o que funciona como uma pele falsa, para aliviar o incomodo e diminuir o inchaço.

            Após o tratamento, o paciente não deve se expor ao sol e usar diariamente um bloqueador solar. A pele leva em média uma semana para se reepitelizar, e após cerca de 15 dias a paciente já pode usar maquiagem e iniciar uso de cremes clareadores, vitamina C, ácido retinóico etc., conforme a orientação de seu dermatologista.

            Quando o resurfacing for bem indicado, apresenta resultados excelentes. 

Vasos e manchas 

O laser também é utilizado para tratamentos de lesões vasculares e pirmentares. As vasculares compreendem telangectasias (pequenos vasos da face), rosácea, varizes, microvarizes hemangiomas e manchas tipo vinho do porto. Essas lesões apresentam a homoglobina como alvo do feixe de luz, assim o laser atravessa a pele e age xsobre os vasos sanguíneos, aquecendo-os. Em função disso, os vasos se colabam (fecham) e o organismo os absorve definitivamente.

Em geral, melhor resultado será obtido por pessoas de pele clara com vasos finos, vermelhos e superficiais, porém novos lasers estão sendo testados para vasos maiores e mais profundos.

As lesões pigmentares compreendem as sardas, manchas senis (provocadas pelo sol e idade) e manchas “café au lait” (manchas de nascença).

Nessas lesões o cromóforo (alvo) a ser atingindo é a melanina, que sendo destruída leva a um clareamento da pele. O resultado em geral é bom, variando conforme a natureza, profundidade da melanina e cicatrização, do que também dependerá o número de sessões para o tratamento.

O procedimento é bem tolerado, podendo-se usar um creme anestésico local antes das sessões. O intervalo entre as sessões varia de 20 a 30 dias e deve-se evitar o sol durante todo o tratamento.

 

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2004 © - Dermatologia - Dra. Denise Steiner - Dermatologista - Todos os direitos reservados
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